Ângelo Rodrigues vive drama há um ano

Ângelo Rodrigues
Fotografias: Instagram Ângelo Rodrigues

O ator da SIC foi internado com a perna esquerda infetada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, em agosto do ano passado. Esteve entre a vida e a morte. Biscaia Fraga, cirurgião plástico, recorda os passos da recuperação.

Há um ano, Ângelo Rodrigues dava entrada nas urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada, com uma infeção grave na perna esquerda, que o deixaria entre a vida e a morte. O ator, de 32 anos, terá injetado testosterona, uma informação que nunca confirmou.

Para salvar a perna, o intérprete foi operado sete vezes no ano passado – cinco em coma e duas já consciente, segundo revelou -, e já em maio deste ano foi submetido à oitava cirurgia, no dia 23. “Hoje sou operado pela oitava vez e inicio a segunda fase da reconstrução da minha perna. Esta que sapateou entre a vida e a morte”, escreveu Ângelo Rodrigues no perfil de Instagram.

Além do internamento em Almada, o artista fez ainda tratamento em Lisboa, no Hospital Militar, numa câmara hiperbárica, com o objetivo de cicatrizar as feridas. Ao fim de dois meses começou a fisioterapia acompanhado pelo conhecido profissional António Gaspar. É exatamente sobre estes últimos passos que a SIC vai exibir um documentário, previsivelmente até ao final deste ano, depois da “rentrée” de setembro.

Nos últimos meses, Ângelo Rodrigues esteve a gravar mais uma temporada da série “Golpe de Sorte”. Mas sempre condicionado. “Quando matarem saudades do ‘Golpe de Sorte’ lembrem-se que eu estava a fazer um esforço homérico para gravar sem muletas. A foto, que esconde uma ligadura de boneco Michelin, que se alimenta da minha perna esquerda, abraçada por uma rede branca como se da pesca tivesse vindo, aconteceu algures no Alentejo”, referiu nas redes sociais.

Biscaia Fraga, conhecido cirurgião plástico, não quer abordar o caso em particular, mas comenta situações similares e revela as fases da recuperação. “A primeira atitude da cirurgia é salvar a vida. Foi conseguido”, refere o médico à N-TV. “Segue-se a reconstrução da estrutura da parte óssea e muscular. A seguir recuperar as funções: por músculos, tendões, nervos e pele a funcionar”, acrescenta.

“A quarta medida é reconstruir a estética, mas dependa da educação do paciente. Obter assimetrias entre as pernas e as coxas, tratar do volume e da morfologia”.

Um dos aspetos mais importantes, informa Biscaia Fraga, é a parte psicológica: “Varia de caso para caso, mas o paciente deve ter uma atitude positiva. Depois, as cirurgias plásticas conseguem hoje resultados muito bons na parte da morfologia, volume, cor e assimetria”, conclui o clínico.