Roberto Leal encontrou no “amor” a força para superar as dores do cancro. Diz que não se fechou em casa e que chegou a dar um concerto em cadeira de rodas. Hoje diz-se “melhor do que nunca”.
“Quando o meu filho me viu de cadeira de rodas, disse-me ‘vamos para casa’, mas eu não quis. Dei o concerto de cadeira de rodas. É nessa hora que temos de ir buscar o que não temos. Temos de ir buscar forças ao amor. Se eu ficar em casa, eu vou dedicar todo o tempo à dor e ela vai ficar muito forte. Eu tenho de ir buscar forças onde não tenho. É fácil? Não, não é”.
Foi desta forma que Roberto Leal, 67 anos, recordou na segunda-feira a pior fase da luta contra o cancro que está a viver, e que começou com uma hérnia discal. “Debaixo dessa hérnia havia outras coisas”, acrescentou.
“Tudo começou com fortes dores nas costas, ainda em Portugal”. Depois, o diagnóstico foi claro: melanoma, ou seja cancro da pele. “Adoro o sol, sempre tomei muito sol. Era um hábito meu, até porque o Brasil é o país do sol” acrescentou, confrontado por Manuel Luís Goucha e Maria Cerqueira Gomes.
No “Você na TV!”, o cantor luso-brasileiro (nasceu em Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros) recordou que as dores foram muitas. “Quando, sem me conseguir mexer, tive de tomar o primeiro banho no hospital e uma pessoa pegou em mim e colocou-me debaixo do chuveiro, eu vi o quão pequeno era (…) Lembro-me que chorei de emoção, de tristeza”, sublinhou.
Afirmando que se sente “melhor do que nunca”, Roberto Leal voltou a afirmar que acredita na ajuda divina “Deus, eu me entrego nas tuas mãos, como me entreguei sempre”, concluiu.
TEXTO: Nuno Azinheira









