Deprimida, apresentadora Liliana Campos admite que pensou em “desaparecer”

Liliana Campos
Fotografias: Instagram Liliana Campos

A apresentadora da SIC e melhor amiga do malogrado ator da TVI Pedro Lima admite que atravessou uma fase muito complicada na sua vida e que chegou a temer o pior.

Um discurso emocionante. Três semanas depois de ter perdido o amigo Pedro Lima, que morreu na Praia do Abano, no Guincho, Liliana Campos desabafou nas redes sociais que, depois de uma depressão, pensou em “desaparecer”.

“Senti, depois daquelas minhas palavras no ‘Passadeira Vermelha’, que quando estivesse mais fortalecida falaria melhor com vocês sobre o que vivi e que me levou a precisar de ajuda especializada”, começou por escrever Liliana Campos nas redes sociais.

“A partida da minha Mãe foi muito dolorosa, pelo sofrimento que presenciei, mas esse não foi o motivo principal. Quando me dei conta da maldade que existia à minha volta, das mentiras, do estar a contar com um porto que pensei ser seguro, mas que afinal estava completamente minado, de várias tentativas para que eu e o Rodrigo nos afastássemos, fez-me perceber que durante os quatro anos em que juntamente com o meu irmão fomos cuidadores da minha Mãe, tinha mesmo tido a minha Vida stand-by, e não tive tempo, consciência ou capacidade para ver quem me rodeava e da forma como o faziam”, acrescentou.

“Tudo isto acompanhado com o início de um tratamento de fertilização contra o tempo e a menopausa, que para mim estava a chegar precocemente, e que me ia impedir de gerar o bebé que tanto desejava, mas que fui adiando… Pela minha ginecologista, a Dra Linda Fradique, fui aconselhada a procurar a psiquiatra Dra Ana Peixinho. Mais uma vez não era só a menopausa que me fazia estar ali, havia muito mais para tratar. Na altura não conseguia ver nada de bom… estava numa espiral de DOR”.

Foi então que a apresentadora da SIC pensou no pior. “Soube que precisava de ajuda. O Rodrigo não sabia lidar com a situação, e eu também não. Não via saída. Não tinha força para lutar… para pegar nos cacos e reconstruir o que eu tinha deixado destruírem. Nessa altura achei que não estava cá a fazer nada. Se calhar, desaparecer seria o melhor. Desaparecer para sempre. Desaparecer daqui. Desaparecer sem dizer nada a ninguém e ir para o outro lado do Mundo”.

A profissão ajudou a salvar a comunicadora. “O trabalho, que já tinha sido o meu escape durante a doença da minha Mãe, continuou a ser muito importante para mim. Não quis baixa, não faltei um único dia. Ali desligava e por momentos tentava abstrair-me do meu Mundo a desabar. Mas ia para casa e não dormia. Achei que podia ficar maluca por não conseguir descansar. Recorri a terapias alternativas e apareceram várias pessoas que ainda hoje ocupam um lugar importante na minha Vida. Sou-lhe muito grata”., rematou Liliana Campos.