“Há sempre música entre nós”. Famosos fazem homenagens emocionadas a Dina

A morte da cantora Dina, esta sexta-feira, aos 62 anos, deixou o mundo artístico em choque. Muitas caras conhecidas prestaram uma última homenagem com uma das letras mais recordadas da intérprete: “Há Sempre Música Entre Nós”.

Unidos a uma só voz. A da saudade. Vários artistas conhecidos homenagearam Dina nos respetivos perfis de Instagram, mal souberam do desaparecimento da cantora, nesta sexta-feira.

Fotografias, vídeos, frases sentidas, tudo serviu para dizer um último adeus à cantora que se celebrizou no Festival RTP da Canção, em 1992, com o tema “Amor de Água Fresca”.

“Um dos meus ídolos da adolescência. ‘Há sempre música entre nós’. Querida Dina e tanto que falámos sobre música. Um aplauso!” escreveu o apresentador da SIC João Baião.

Herman José, que privou com a artista nos anos 80, recordou uma canção de ambos num vídeo com a legenda: “A Dina deixou-nos. Uma artista de corpo e alma, uma querida amiga, uma pessoa boa”.

A carregar vídeo…

“DINA. RIP. Ainda nem consigo acreditar. A falta que me vais fazer. As nossas músicas que ficaram por gravar. O teu ‘Amor de Água Fresca’ de 1992 há de ser sempre um abraço enorme no meu coração e hás de ser, estar e ficar num cantinho bonito do meu coração. Que dia tão triste. O teu kiwi ou kivi há de ser sempre uma incógnita. ‘Rest In Peace’, minha Pérola, Rosa, verde Limão, Marfim. Dinamite! Haverá sempre música entre nós, estejas tu onde estiveres e vamos cantando”, escreveu, emocionado, o ator Pedro Granger.

Já o apresentador da RTP1 Jorge Gabriel despede-se de Dina com uma capa de revista e a frase “sempre de sorriso pronto, até sempre!”

O humorista Nuno Markl conhecia a artista há décadas e recorda um episódio curioso, vivido entre os dois.

“Num dia distante da primeira fase d’ ‘O Homem Que Mordeu o Cão’ desenvolvi uma teoria louca que defendia que a Dina e o Orlando Costa eram uma e a mesma pessoa. Mal eu sabia, nessa altura, que uma manhã, anos depois, havia de estar a tomar o pequeno-almoço com ela, no Café Martins (também conhecido como ‘o meu escritório’), ao pé da Comercial. Foi em plena era da Caderneta de Cromos, e eu tinha-lhe dedicado um episódio recente. Com um sentido de humor ácido e despachado (que a fez perdoar a tese Zé Gato), teve um arranque de conversa épico: ‘Tenho a certeza de que não vou cá andar muito mais tempo e quero fazer um último disco do caraças’. Convidou-me para escrever uma letra (convite que aceitei, apesar de não ter jeito nenhum para isso – mas essa letra existe) e sugeri-lhe que convidasse artistas a sério: B Fachada, Samuel Úria, o que a entusiasmou”, começou por lembrar Nuno Markl.

“Nunca tinha visto ninguém com uma sensação tão presente do fim e com um entusiasmo tão jovial, quase adolescente. A Dina ainda viveu quase mais dez anos depois disso. O tal disco acabou por nunca acontecer, mas ainda houve um tributo – Dinamite – que provou que os êxitos que dominaram a rádio nos 80 tinham a intemporalidade e versatilidade de caber em várias vozes e estilos. Isso é triunfo para aconchegar um artista e lhe dar uma sensação de missão cumprida”.

Sónia Tavares, vocalista dos The Gift, foi outra das caras conhecidas a homenagear a artista.

“Oh Dina, ainda no outro dia este trambolho te relembrava com alegria. Tenho tanta pena RIP”, escreveu no perfil de Instagram.

A carregar vídeo…

TEXTO: Rui Pedro Pereira

LEIA TAMBÉM:

Morreu a cantora Dina aos 62 anos

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.