Licenciado em Psicologia, Heitor Lourenço vai voltar a estudar. O ator prepara-se para iniciar um mestrado em teatro na Universidade de Évora. “Tenho vontade de me desafiar”, admitiu ao nosso site.
Tudo começou há alguns meses quando abriu a caixa de e-mail. “De repente, no meio das mensagens, estava lá uma que anunciava um mestrado em teatro”. Vinha de uma viagem, estava a acabar de aterrar. “De repente, aquilo mexeu comigo, porque me colocou à prova”.
Decidiu falar com a encenadora Ana Tamen, sua grande amiga e professora na Universidade de Évora. “Pedi-lhe conselhos, e ela disse-me para me inscrever”, recorda à nossa reportagem.
Foi o que fez. Foi a Évora, reuniu-se na universidade, procurou saber tudo e ficou convencido. Inscreveu-se no mestrado, que começará em outubro, e sexta-feira recebeu a confirmação.
“Não tenho qualquer objetivo imediato com este mestrado, nem sequer fará de mim um mestre ou mais do que sou atualmente. Apenas sinto que tenho vontade de me desafiar e de ter alguém que puxe por mim”, explica à N-TV o ator.
Heitor Lourenço, que completou 51 anos em agosto, conta que grande parte do mestrado vai ser feito “em sistema e-learning, ou seja, com aulas à distância”. “Perceber que era possível fazer o mestrado assim foi uma das coisas que me cativou, até porque a vida não para e eu não posso ausentar-me de Lisboa. Tenho o meu trabalho”, afirma.
O ator sublinha que “se pudesse tirar um ano sabático, tudo seria mais fácil”, mas tal não é possível. Ainda assim, confessa-se “ansioso” com o início, até porque sempre gostou de ler e de estudar.
“Nunca perdi o método e essa capacidade de me organizar. A minha vida tem muita leitura, não só a que preciso de ler para o meu trabalho, como fora dele. Em qualquer caso, mantenho o método de estudo: sublinho os livros, tiro notas, faço anotações”, sublinha.
Heitor Lourenço diz-se “obcecado pela mudança”. “Estamos a chegar a uma altura da vida em que há já uma grande cansaço pelas mesmas coisas. Esta é a idade para nos questionarmos, para nos desafiarmos, para fazermos coisas novas”.
TEXTO: Nuno Azinheira