O primeiro grande “hit” de Britney Spears, “Baby One More Time”, celebra esta semana 20 anos. “Eu sabia que era uma grande música”, recorda a cantora.
Britney Jean Spears tinha apenas 16 anos quando, a 23 de outubro de 1998, lançou “Baby One More Time”, a música que lançou a sua carreira e que veio acompanhada de um dos mais icónicos videoclipes de sempre.
“Era sobre o stresse que todos temos enquanto adolescentes”, explicou a cantora, agora com 36 anos, numa entrevista ao jornal britânico “The Guardian“. “Eu sabia que era uma grande música. Era diferente e adorava-a, mas não acho que fosse possível antecipar como iria ser recebida.”
De facto, bateu todos os recordes. No primeiro dia, vendeu 500 mil cópias só nos EUA e muito rapidamente chegou ao primeiro lugar dos “tops” em 19 países. Em 1999, foi a canção mais vendida no Reino Unido (1,4 milhões de cópias) e, até aos dias de hoje, estima-se que o álbum com o mesmo nome tenha vendido cerca de 25 milhões de cópias em todo o mundo.
O mais curioso é que foi por pouco que “Baby One More Time” não viu a luz do dia. Antes de falar com Britney Spears, o produtor que escreveu a letra e a música, Max Martin, ofereceu o tema ao grupo de R&B TLC, que o rejeitou. “Pensei ‘Gosto da música, mas será que é um ‘hit’? E não vou dizer ‘Hit me baby” – sem desrespeito para com a Britney. Acho que foi bom para ela”, reconheceu Tionne “T-Boz” Watkins, membro das TLC, numa entrevista concedida à MTV em 2013.
Britney Spears, que no início da carreira se imaginava a fazer música como a de Sheryl Crow, rendeu-se ao “pop” graças ao sucesso deste tema. “No espaço de apenas três minutos e 31 segundos, Spears lançou o “pop” adolescente. Sem ele, não existiria Christina Aguilera ou Katy Perry; Taylor Swift ainda estaria, provavelmente, a cantar músicas ‘country’; e Eminem – que chegou em 1999 – não teria muito que combater”, resume o “The Guardian”.
Então, como se sente Britney Spears em relação ao seu primeiro “single”, 20 anos depois? “Passou muito depressa. Foi um período muito divertido e louco, mas um pouco confuso”, admite.
TEXTO: Carolina Morais