Novo diretor de Conteúdos e Inovação da TVI tem 52 anos. Gestor assinou pela TVI para dirigir os conteúdos e a inovação da estação. Vai analisar os programas para tentar ultrapassar audiências da concorrência.
Depois de duas décadas ao serviço da RTP, na qual desempenhou inúmeras funções de direção, Hugo Andrade, 52 anos, está de volta à TVI. O profissional foi um dos fundadores da estação, numa altura em que o canal ainda estava ligado à Igreja.
Amigo de Nuno Santos, atual diretor de programas da estação, o comunicador confessa, em entrevista à N-TV, que não hesitou em trocar a Avenida Marechal Gomes da Costa por Queluz de Baixo.
“Mudei pelo desafio profissional que a TVI significa, acima de tudo. Gosto dos projetos mais do que das empresas”, assegura Hugo Andrade, que foi diretor de programas da RTP, entre 2011 e 2015.
“Neste momento, o grande desafio profissional nas área dos media está na TVI. Isso motivou-me”, diz. Voltar a trabalhar com Nuno Santos, também. “É a quarta vez que trabalhamos juntos”, salienta, com um sorriso.
Em causa está o regresso a uma casa que conhece bem. “A TVI é uma estação na qual já trabalhei e que ajudei a fundar. A hipótese de voltar a trabalhar com o Nuno aliada ao desafio profissional fez com que não demorasse muito a decidir”.
Hugo Andrade tem o cargo de diretor de conteúdos e inovação e informa que a sua função é “olhar para todos os conteúdos da TVI” e fazer o seu trabalho para tentar bater a concorrência, nomeadamente a SIC, que lidera as audiências. “Vou também pensar um bocadinho como é que vamos chegar aos nossos públicos”.
Em cima da mesa está, ainda, uma função mais abrangente: “Ainda é muito cedo para poder falar do que quer que seja, mas vamos cruzar as várias plataformas de distribuição – antena e digital”.
Costuma dizer-se que a pressão no setor privado é maior, devido à necessidade de obter resultados financeiros para os acionistas, neste caso da Media Capital. Mas Hugo Andrade desvaloriza a questão.
“No privado, ou na estação pública, a pressão é sempre grande. E ainda bem. A boa pressão é aquilo que nos faz produzir resultados. Mas não sofro muito disso. Faço uma boa gestão, porque o entusiasmo sobrepõe-se a essas coisas. Ainda por cima, vim encontrar pessoas que conhecia e estou muito bem”, conclui.
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