Júlia Pinheiro vai estrear-se no teatro e na peça “Monólogos da Vagina”, ao lado de Paula Neves e de Joana Pais de Brito. E foi convencida por “dois pénis”.
É uma “vertigem” e um “abismo” que quer alcançar. Júlia Pinheiro, apresentadora da SIC, vai estrear-se no palco, na peça “Monólogos da Vagina”, no Teatro Armando Cortês, em Lisboa, a partir de dia 21 de março. Ao lado da comunicadora vão estar as atrizes Paula Neves e Joana Pais de Brito.
“A razão pela qual estou aqui tem a ver com a força de dois homens, dois pénis, o que é bom. Um deles é o lá de casa. O meu marido incentivou-me imenso a vir, a participar neste projeto”, começou por revelar Júlia Pinheiro na apresentação da peça encenada por Paulo Sousa Costa. “O meu diretor de programas, o Daniel Oliveira, disse logo que não era uma loucura e que tinha de fazer isto. Portanto, o respaldo que eu senti que a estação me estava a dar foi muito importante”, acrescentou.
A comunicadora reconhece que sabe bem ter um novo desafio, aos 56 anos: “Já fiz quase tudo. Nunca tinha feito esta. Não existe nada que me deixe mais irritada do que pensar que eu podia ter feito e não fiz”, acrescenta.
Escrito por Eve Ensler, os “Monólogos da Vagina” pretendem quebrar mitos da sexualidade feminina. “Os homens que entendam vaginas felizes serão pénis contentes”, defende Júlia Pinheiro. “Estamos condicionados culturalmente para uma ocultação da sexualidade, sobretudo na minha geração. Fala-se de inquietações e sentimentos, mas nem nós, mulheres, sabemos muito sobre a nossa vagina!”.
Recorde-se que foi a desaparecida atriz Guida Maria quem descobriu o texto originalmente e o levou para o teatro em 2009 ao lado de Ana Brito e Cunha e São José Correia, numa peça com encenação de Celso Cleto.
TEXTO: Rui Pedro Pereira