A atriz Charlize Theron recordou, numa entrevista que deu recentemente à revista “Elle”, o drama familiar que marcou a sua adolescência: a mãe matou o pai, num ato de autodefesa. Para a sul-africana, é uma mulher “incrível”.
A intérprete nascida na cidade de Benoni, há 43 anos, explicou na entrevista à revista de moda francesa que a mãe sempre soube lidar bem com todos os acontecimentos que lhe foram surgindo no caminho e que, por isso, é uma “inspiração”.
“Tenho uma mãe incrível. É uma inspiração tremenda na minha vida”, referiu Theron, antes de admitir que a progenitora nunca necessitou de passar por qualquer tipo de terapia após o acontecimento marcante que culminou com o homicídio do marido.
“A filosofia para com ela mesma era” que aquilo tinha sido “horrível” mas que tinha de optar por fazer uma escolha: deixar que aquilo a definisse e a afundasse ou então “nadar” por entre as dificuldades que a vida a fez enfrentar.
Além de a considerar “incrível” e uma “inspiração”, Charlize Theron confessou ainda que tem “a sorte de ter uma mãe” que a fez tornar-se numa pessoa “forte”. E admitiu mesmo que “não sabe o que teria feito” sem ela.
O ato que matou o pai de Theron aconteceu em 1991, quando Gerda Maritz disparou sobre o marido, Charles Theron, numa noite em que este chegou a casa alcoolizado, como seria habitual, e agrediu a mulher e ameaçou Charlize.
O caso foi investigado pelas autoridades mas acabou encerrado sem que Gerda Maritz fosse indiciada por algum crime, já que foi considerado como legítima defesa.
TEXTO: Duarte Lago









