A grande final do Festival da Canção está a aproximar-se e, à memória, vem a polémica do ano passado. Diogo Piçarra foi acusado de plagiar uma música e desistiu. O cantor garante que não volta ao evento.
Ponto final. A dias de mais uma edição da final do Festival da Canção (este sábado, 2, em Portimão, com transmissão na RTP), Diogo Piçarra garante que não voltaria a participar.
Magoado com as acusações de plágio a uma música da IURD com a “Canção do Fim”, que o levaram a abandonar, o compositor recupera agora o tema. “Não faz sentido”, refere Diogo Piçarra sobre um possível regresso aquele que é o passaporte para a Eurovisão.
“Não. Acho que chega uma primeira experiência. Sinto que era como voltar ao ‘Ídolos’ novamente, não faz sentido. Participar uma vez já foi um risco porque poderia ter tido uma má pontuação – e isso ainda seria pior do que o que aconteceu – e ser visto como um mau compositor ou um mau intérprete. Participar de novo poderia colocar-me em risco”, refere o artista ao Notícias ao Minuto.
“Já não me considero um miúdo, encaro as coisas com maturidade. Foi como se fosse uma música que fiz em casa, não gostei e deitei fora. A vida continua. Este senão não vai manchar nada do que eu fiz. Só me deixou mágoa no sentido em que queria representar o meu país (na Eurovisão) e trazer a taça como o Salvador Sobral, ser o Cristiano Ronaldo da música”, acrescenta.
Sobre o alegado plágio: “Qualquer compositor, qualquer músico, pode passar por isto de fazer coisas parecidas. É a sina do compositor”.
O pior foi a exposição pública. “A minha vida nunca foi feita de polémicas nem de capas de revista. Quero ser falado pela minha música. De certa maneira, percebi que nada disso estava a acontecer naquele momento. Já nem se falava de música. A música que eu tinha feito era importante para mim, demorei imenso tempo a fazê-la. Se tivesse percebido, a meio do processo, que era parecida com algo, tinha abandonado e tinha feito algo de novo”, garante.
A concluir, Diogo Piçarra esclarece que nunca desistiu de nada. “Achei melhor abandonar porque era a única maneira de silenciar tudo, todas aquelas energias, todos aqueles comentários… E aconteceu, foi a melhor coisa que fiz. Não foi desistir, foi abandonar. Já foi uma vitória para mim ter recebido aqueles votos do público e dos jurados”, remata.
TEXTO: Rui Pedro Pereira









