Numa pausa da TV, ator Miguel Costa dedica-se às filhas

Depois de longos meses a gravar a novela da SIC “Alma e Coração”, Miguel Costa, o Rui Neves da trama, diz que pode, finalmente, dedicar-se à família. Mas mostra-se preocupado com o futuro.

Pai “babado” das pequenas Luísa e Teresa, o ator Miguel Costa viveu os últimos meses afastado das menores, por conta das gravações da novela da SIC “Alma e Coração”, na qual deu vida ao circense Rui Neves. Agora, apenas com um projeto à vista em Teatro, o intérprete espera ter mais tempo para as suas “princesas”.

“Estou a ter oportunidade de me dedicar às minhas filhas, porque neste período foram um bocadinho sacrificadas. A família significa muito para mim, é o mais importante que tenho”, diz à N-TV, à margem do evento de surf “Capítulo Perfeito”, do qual é embaixador.

A mulher, Joana Rosa e as filhas Luísa e Teresa são o mundo do ator. “Elas são a minha vida, quis abrir garrafas de champanhe quando elas nasceram e foi uma felicidade tremenda, porque sempre quis ser pai”.

Agora, o intérprete pode voltar a alinhar nas brincadeiras infantis. “Gosto muito de brincar com elas, elas mascaram-se de princesas e eu alinho!”.

A nível profissional segue-se uma peça de Teatro a qual ainda não quer revelar e continua online com o projeto digital “Mini atleta”. Mas o futuro, incerto para a maior parte dos atores, preocupa-o e pega nos exemplos de Noémia Costa, que teve de emigrar para Inglaterra antes de gravar “Terra Brava” (SIC) e Lourdes Norberto, que está a viver na Casa do Artista.

“Partilho da preocupação desses atores. Primeiro, quem escolhe esta carreira sabe que a certeza é inerente. Em segundo lugar, devemos olhar para o lado e não só para o nosso umbigo e saber dar a mão a quem precisa. Por último, quanto mais nós nos lembrarmos uns dos outros para projetos também é muito importante”, defende, para pôr o “dedo na ferida”. “Gostaria de destacar algo que não existe bem em Portugal: um sistema de Segurança Social adequado a quem tem este tipo de vida artístico. É só replicar o que se faz lá fora. Porque há pessoas que têm uma certa idade e um percurso brilhante… se lhes pudermos dar uma vida digna melhor, porque a cultura escreve a história do país”.

Sobre a posição de embaixador do campeonato de surf “Capítulo Perfeito”, em Carcavelos, Miguel Costa descreve-o como uma “competição única, que reúne muitos free surfers, surfistas que abdicam um bocado da luta entre eles porque o espírito é diferente e há muita partilha”.

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