Tinha 96 anos e há poucos meses tinha colocado um ponto final na sua carreira, depois de anos de uma carreira que conquistou o Brasil e os Estados Unidos. Bibi Ferreira morreu esta quarta-feira no Rio de Janeiro.
Atriz, diretora, cantora, compositora, apresentadora, Bibi Ferreira morreu esta quarta-feira no seu apartamento no bairro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro, anunciou a filha, que acrescentou que a diva acordou e pediu um copo de água.
Verificando que o batimento cardíaco de Bibi estava baixo, a enfermeira que há muito acompanhava a artista chamou um médico mas já não houve tempo.
Em setembro de 2018, Bibi Ferreira despediu-se dos palcos, coisa que nunca imaginou na vida, dizia. ”Entender a vida é ser inteligente”, escreveu no comunicado que publicou na sua página oficial de Facebook.
Abigail Izquierdo Ferreira, era esse o seu nome, nasceu a 1 de julho de 1922. Filha de um dos maiores nomes das artes cénicas do Brasil, o ator Procópio Ferreira, e da bailarina espanhola Aída Izquierdo, Bibi estreou-se no palco com apenas 20 dias de vida, no colo da madrinha Abigail Maia, na peça “Manhãs de sol”, de Oduvaldo Vianna.
Dona de uma carreira única, fez filmes, apresentou programas de televisão, gravou discos e dirigiu espectáculos, sem nunca abandonar o teatro, uma grande paixão.
“Eu tenho consciência de tudo o que eu fiz, tudo. Embora tenha começado profissionalmente com meu pai, entre 18 e 19 anos, lembro-me de dançar no Municipal do Rio, com 6 anos, de fazer o filme “Cidade mulher” (de Humberto Mauro) quando tinha 13, de ser ensaiada pelo Noel Rosa… Então são quase 90 anos no palco. E continuo fazendo”, disse em entrevista ao jornal Globo, em janeiro de 2018.
“O meu nome é credibilidade”, explicou numa entrevista a mulher que levava a sua carreira muito a sério. Reveja-a aqui.
TEXTO: Nuno Azinheira