Manuel Luís Goucha está conformado com o fim da “dupla que melhores resultados” conquistou nos últimos 14 anos nas audiências televisivas. Num texto emotivo, publicado este domingo, o apresentador diz que vai ter saudades da “gargalhada escancarada logo pela manhã” e despede-se com um “Até já… meu amor!”
Nem zangado, nem acomodado. Duas semanas depois de se ter sabido que Cristina Ferreira vai trocar a TVI pela SIC, Manuel Luís Goucha garante que “o afeto cimentado na cumplicidade, no companheirismo e no entendimento (…) é inquebrantável, como qualquer sentimento que seja sustentado pela coesão e pela verdade”.
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Num texto publicado no seu blogue, Cabaré do Goucha, o comunicador, de 63 anos, garante que nunca se sentiu enganado. “Em momento algum me senti zangado, como li em alguns sítios, onde habitualmente se chocalha a mentira e a raiva.”
“Ao saber, duas semanas antes de a notícia cair no domínio público e da boca da própria, que a Cristina havia decidido não renovar contrato com a TVI, tendo optado por um novo desafio, senti que o inevitável acontecera”, acrescenta Manuel Luís Goucha.
O apresentador, que dividiu com Cristina Ferreira o comando do “Você na TV” durante 14 anos, diz que outros tentaram anteriormente o que Daniel Oliveira conseguiu agora. Afinal, “é assim o mercado de televisão”.
“Se eu fosse diretor de programas faria o mesmo: tentaria amputar a dupla, ainda por cima sabendo que os contratos de um e de outro estariam a terminar”, admite.
Depois do choque, o pragmatismo. “A vida é isto, para cada um de nós, faz-se de mudança, de desafios. Que nos convocam, inquietam, põem à prova”, acrescenta. Por isso, pergunta: “Que fazer? Ficar quieto no nosso canto ou ir à luta? É voar e ser feliz. Não somos de nos acomodar, por isso, o futuro, para um e o outro, já começou”.
Manuel Luís Goucha admite que vai ter saudades. “Claro que me faz falta a sua gargalhada escancarada logo pela manhã, o seu jeito de subverter, de desconstruir, o seu olhar vibrante de espanto”.
Mas a separação é apenas televisiva, garante. Tudo o resto fica intacto. “Basta um telefonema, um encontro para um almoço ou para um abraço. É o que fica e é tanto, a deixar cicatrizes na memória”.
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TEXTO: Nuno Azinheira









