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Patrícia Mamona alvo de racismo em discoteca lisboeta: “Triste, mas acontece. Enfim…”

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Patrícia Mamona recorreu às redes sociais para denunciar um episódio de discriminação racial de que foi alvo. A atleta alega ter sido impedida de entrar na discoteca Lux devido à cor da pele.

Patrícia Mamona foi impedida de entrar com um grupo de amigos na discoteca Lux, em Lisboa, e alega que o motivo foi a cor da pele. A saltadora acusa ainda os responsáveis do espaço de diversão noturna de usarem o “dress code” do grupo como pretexto para não os deixar entrar.

“Quando vês pessoal a entrar de chinelos e sem convite mas (ya, vou ser simpática) tratam-te de maneira diferente porque tu e os teus amigos pretos, bem vestidos e tal, não se enquadram ao perfil da Lux. Triste, mas acontece! Enfim… adeus”, desabafou na rede social Instagram.

A publicação de Patrícia Mamona foi alvo dos mais diversos comentários e foram várias as pessoas que se mostraram solidárias. Muitas recordaram o caso de Nélson Évora, barrado à porta da discoteca Urban Beach, em 2014. Porém, houve também quem acusasse a desportista de “usar a capa do racismo de forma leviana” e tenha comparado a sua atitude à da tenista Serena Williams, que recentemente acusou um árbitro de a penalizar durante um jogo pelo facto de ser mulher.

Em resposta a alguns dos comentários, Patrícia Mamona disse que o seu grupo não foi o único a ficar do lado de fora da discoteca e justificou os motivos da revolta.

“Vimos entrar grupos de rapazes e raparigas, com chinelos, a pagar 12/15 euros, sem ninguém [lhes] perguntar nada. Estrangeiros também foram barrados, cobraram-lhes 300 euros para entrar”, pode ler-se. “E barraram-nos porque tinham um ‘feeling’, palavra usada por um dos seguranças. Sinceramente, não acho uma justificação plausível para barrar alguém…”, sublinhou.

TEXTO: João Manuel Farinha