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Robin Wright acredita numa segunda oportunidade para Kevin Spacey depois do escândalo sexual

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Questionada sobre um possível regresso de Kevin Spacey à representação, após as acusações de assédio sexual, Robin Wright mostrou misericórdia. “Acredito em segundas oportunidades.”

Robin Wright não ouve falar de Kevin Spacey desde que as acusações de assédio sexual emergiram contra o ator. E embora muitos acreditem que a sua carreira não recuperará de um abalo desta magnitude, a atriz de “House of Cards” admite um possível regresso do colega à representação.

“Acredito que cada ser humano tem a capacidade de mudar. Nesse sentido, segundas oportunidades – ou o que lhes queiram chamar -, acredito nelas. Chama-se crescer”, elucida Wright, de 52 anos, em conversa com a revista “Porter“.

E mais: mostra alguma compaixão pela exposição mediática que Spacey teve de enfrentar nos últimos largos meses. “Sinto pena de qualquer pessoa cuja vida esteja na esfera pública. É um pesadelo. Fazemos um trabalho e partilhamo-lo com os espectadores. Por que motivo é que a nossa vida privada tem de ser pública? Odeio esse lado da indústria. É tão invasivo. Seja algo de positivo, negativo ou neutro, ninguém tem de saber. Estranhos decidirem que sabem que tu és… é algo criminoso”, defende.

Quanto à popular série da Netflix “House of Cards”, que co-protagonizava com Kevin Spacey, Robin Wright revela como foi difícil mantê-la viva na sequência do escândalo sexual. “O ar estava pesado. As pessoas estavam a dizer ‘Temos de acabar com tudo, senão parece que estamos a glorificar uma coisa suja. Mas a nossa série não é suja! Eu acreditava que devíamos acabá-la.”

Não há muito tempo, quando se pronunciou pela primeira vez sobre as alegações contra Spacey, a atriz contou que não conhecia o homem, apenas o ator. “Éramos colegas, nunca socializámos fora do trabalho. Tínhamos uma relação profissional, ele foi sempre fantástico para mim e nunca me faltou ao respeito. Eu e o Kevin conhecíamo-nos entre a ação e o corte e nos intervalos, onde brincávamos. Não conhecia o homem.”

TEXTO: Carolina Morais