A primeira mulher a abandonar o “Big Brother 2020” nesta edição, recorda, em entrevista à N-TV, a sua luta contra a discriminação e garante que Diogo é o grande candidato à vitória no programa da TVI.
De regresso à vida ativa, Slávia, a primeira mulher a abandonar o “Big Brother 2020”, ainda se está a habituar ao ritmo do dia a dia fora da casa e, sobretudo, a não poder abraçar ninguém.
“Na primeira noite fora da casa falei com família e amigos. Foi uma noite cansativa e emotiva, estou a receber muitos ‘feedbacks’ e a tentar processá-los. É estranho voltar às regras de afastamento, tendo em conta que estou habituada a abraçar pessoas”, começa por referir a ex-participante à N-TV.
Dentro da “casa mais vigiada do país”, Slávia lembra que conseguiu defender uma causa logo ao entrar. “O facto de eu estar lá dentro como uma mulher negra e crespa mostra a representatividade, que é um valor importante para mim. A nível social é interessante”.
A angolana refere que a nível comportamental sentiu uma atitude “igualitária” na mansão da Ericeira, mas não esquece que a produção se esqueceu da sua maquilhagem logo à entrada. “Quis brincar com as coisas, que acabam por ser sérias. Falei com calma e tudo se resolveu”.
A propósito de discriminação e racismo, só agora Slávia ficou a saber da história do norte-americano George Floyd, que foi estrangulado por um polícia e morreu asfixiado. “Tenho pena de estando lá dentro não me ter apercebido, porque houve outros tópicos que nos chegaram. Podia ter posto o assunto sobre a mesa. O racismo é um tópico para ser conversado”.
Cá fora, Slávia já passou por diversas situações de discriminação. “Acho que todos os que somos negros já passámos. As minhas situações foram camufladas: disseram: ‘para uma negra és bastante bonita’, também ouvi que sou negra, mas sei estar; há ainda pessoas que falam comigo ao telefone e, pessoalmente, dizem-me… ‘é negra’, além do ‘volta para a tua terra’. Mas sempre soube lidar bem com isso”.
Agora, a angolana vai lançar a sua marca de “sportswear”, com sustentabilidade, com estampas étnicas únicas. Pode também haver uma brecha para mim na comunicação, em Angola trabalhei na ZAP e na Zimbo na produção”.
Em relação ao programa, a jovem defende que “Diogo e Soraia” podem ganhar o “BB2020”. “A Soraia espalha amor, há a história dela de vida, a ingenuidade ligada à alegria. Já o Diogo é diferente e gosto disso. É completamente fora da caixa”.








