Diogo Piçarra voltou a falar sobre as acusações de plágio do tema “Canção do Fim”, com o qual concorreu ao Festival RTP da Canção deste ano. O cantor e compositor diz não ser “pessoa de intrigas”, mas não nega que quem o acusou “já conhecia” a música religiosa que se assemelha à sua.
“Acho que quem o fez [quem o acusou de plágio] já conhecia aquela melodia há muito tempo e esperou pela oportunidade certa. Não sou pessoa de intrigas e se vier a conhecer quem fez isto até lhe perdoarei, não sou rancoroso”, disse Diogo Piçarra sobre as comparações entre a sua “Canção do Fim” e o cântico religioso “Abre os Meus Olhos”.
O cantor e compositor, de 27 anos, afirma não saber “quem é que começou isto tudo”, mas aponta o dedo ao facto de ter esperado pela final do Festival RTP da Canção para o acusar. “Quem o fez, de facto, conhecia aquela canção, mas também teve oportunidades anteriores para mostrar as parecenças entre as duas. A música – 45 segundos dela – esteve à mostra de toda a gente durante uma semana, eu toquei-a ao piano e coloquei no Instagram na semana anterior…”, refere em entrevista à revista “Caras”.
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“Da minha parte estou de consciência tranquila e foi por isso que me quis retirar do Festival, para evitar mais confusão. Sempre fiz tudo à base do trabalho e da música. Não preciso das proporções que o assunto já estava a ganhar”
Diogo Piçarra
O cantor, que esteve esta semana num campo de refugiados na Grécia, ao lado da namorada, assume ser “engraçado que o poema” que compôs em “Canção do Fim” tenha acontecido consigo. “As pessoas olham para tudo e não veem nada, não ouvem nada… Não quero dar ar de vítima, porque, a partir do momento em que houve as suspeitas, vim logo a público concordar que a música era parecida, mas não foi propositado. Quem quiser acreditar, que acredite”, termina.
TEXTO: Ana Filipe Silveira









