Portugal, mesmo sendo um país com presença regular no Festival Eurovisão da Canção, optou por cinco vezes em não participar na competição. Conheça os casos e as razões.
O percurso luso no certame internacional da União Europeia de Radiodifusão poderia hoje ser um pouco diferente. Por cinco vezes na sua História, o nosso país decidiu abdicar do seu lugar.
A primeira aconteceu em 1970, seis anos depois da estreia no concurso com António Calvário, e como forma de protesto. Em conjunto, com a Áustria e os países escandinavos decidiram boicotar a sua participação, porque no ano anterior a organização tinha elegido quatro vencedores.
Sérgio Borges, que iria vestir a camisola de Portugal na 15ª edição, acabou por não subir ao palco montado em Amesterdão.
Reveja aqui a sua atuação no Festival RTP da Canção, onde obteve o passaporte para a Eurovisão, apesar de não ter participado.
Para Portugal voltar a ficar de fora do formato, foi preciso esperar 30 anos. Depois de uma série de resultados pouco conseguidos, a RTP decidiu não apresentar a sua candidatura, liderada na altura pela cantora Liana, para o Festival Eurovisão da Canção, em 2000.
Foi assim que ela cantou no Festival realizado em Portugal:
Dois anos depois, a mesma situação voltou a acontecer. Sem sequer organizar o Festival RTP da Canção, Portugal abdicou do seu lugar na competição e acabou substituído pela Letónia.
Além das classificações baixas no concurso, os encargos financeiros da sua presença num evento desta dimensão sempre preocuparam a estação de televisão pública. Por isso, em 2013, os portugueses voltaram a ficar de fora.
A última vez que não existiu qualquer voz na Eurovisão foi em 2016. Isto porque a RTP escolheu fazer uma pausa depois de diversos anos a participar assiduamente, e apostar em novos conteúdos. Uma pausa que serviu para preparar a edição de 2017, com os resultados históricos que se conhecem.
TEXTO: Tiago Firmino









