Partir do início como o país que organiza o Festival Eurovisão da Canção nem sempre é um bom presságio. Mas mesmo assim houve quem tivesse levantado o troféu em sua casa.
As estatísticas do certame de música, organizado e produzido pela União Europeia de Radiodifusão, não favorecem as nações anfitriãs, mas por cinco ocasiões os concorrentes conseguiram contrariar a História.
A primeira aconteceu com a representante espanhola Salomé, que subiu ao palco do Festival em 1969, em Madrid. A sua prestação musical de “Vivo Cantando” arrecadou o primeiro lugar, com 18 pontos.
Quatro anos depois, na cidade de Luxemburgo, a candidata da “casa” utilizou esse trunfo da melhor maneira. “Tu te reconnaîtras” foi a canção interpretada por Anne-Marie David, que somou 129 pontos e conquistou a vitória.
Gali Atari e o grupo Milk and Honey, composto por Reuven Gvirtz, Yehuda Tamir e Shmulik Bilu, inscreveram o nome de Israel na lista de vencedores, em 1979. Em Jerusalém, os artistas garantiram a vitória no formato com 125 pontos atribuídos a “Hallelujah”.
Os últimos são sempre os primeiros, e a Irlanda, que foi a última nação a ganhar em casa, conseguiu esse feito por duas vezes. Em 1993, a consagração foi para Niamh Kavanagh, com 187 pontos, em Dublin. No ano seguinte, a estatueta foi para o duo constituído por Paul Harrington e Charlie McGettigan, com o tema “Rock’n’Roll Kids”.
TEXTO: Tiago Firmino









