Leonor Andrade foi a cantora escolhida para representar Portugal na edição nº 60 da Eurovisão, em 2015, depois do triunfo no Festival RTP da Canção.
Para trás, a artista de 23 anos deixou dois nomes de peso da música portuguesa, como Simone de Oliveira, que procurava estar presente no Festival pela terceira vez, depois de duas participações em 1965 e 1969, e Adelaide Ferreira, representante nacional em 1985. Por isso, eram elevadas as expectativas que levava para Áustria.
Uma vez mais, o objetivo era apenas um: alcançar a tão desejada final, que já não sentia a alma portuguesa desde 2010. Da autoria do vocalista fundador dos Pólo Norte, Miguel Gameiro, foi o tema “Há um mar que nos separa” o que Leonor Andrade levou às meias-finais do certame.
Porém, uma vez mais, a pontuação alcançada deixou muito a desejar, e pior do que isso, o apuramento para a final voltava a não ser alcançado. Foram apenas 19 os pontos alcançados pela portuguesa, e o 14.º lugar na tabela classificativa.
Graças a mais um dissabor, e à semelhança do que aconteceu depois do mau resultado de Filipa Sousa em 2012, a RTP anunciou que Portugal voltaria a ficar de fora do concurso no ano seguinte, em 2016, em Estocolmo.
Mas por enquanto, ainda em 2015, quem subiu ao primeiro patamar do pódio foi, pela sexta vez, um representante sueco. Måns Zelmerlöw cantou e encantou com “Heroes”, e foi presenteado com 365 pontos.
TEXTO: Duarte Lago









