Filipa Sousa nasceu em Albufeira, no Algarve há 33 anos, e em 2012 levou a bandeira nacional à longínqua cidade de Baku, no Azerbaijão, palco da edição nº 57 do Festival Eurovisão da Canção.
Longe de casa, a cantora, que entre 2003 e 2009 integrou o grupo de fados Al-Mouraria, fez os possíveis e os impossíveis para não se deixar intimidar perante a concorrência de mais 17 nações, que na segunda meia-final do certame procuraram desesperadamente pelos últimos dez passaportes para a grande final.
Apesar de ter feito ligeiramente melhor do que os “Homens da Luta”, concorrentes do ano anterior, Filipa Sousa amealhou 39 pontos com o tema “Vida Minha”, mas o 13.º lugar deixou-a a três do objetivo.
Com essa classificação, Portugal ficou pelo segundo ano consecutivo fora do momento das grandes decisões. Por esse motivo, aliado à instabilidade financeira que se vivia no país, a RTP informou, a 22 de novembro de 2012, que não iria levar nenhum concorrente ao concurso seguinte, na Suécia.
No Azerbaijão, quem surpreendeu pela positiva os amantes da Eurovisão foi a sueca Loreen. Graças a uma grande “Euphoria”, conquistou o coração do júri, que lhe atribuiu 372 pontos. Habituada a vencer, foi o penta da Suécia no Festival, depois da vitória dos ABBA, em 1974, dos Herreys, em 1984, de Carola, em 1991 e de Charlotte Nilsson, em 1999.
TEXTO: Duarte Lago









