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Portugal na Eurovisão! O júri que não apreciava nem “baunilha” nem “chocolate” (1995)

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Dublin, uma vez mais. De Portugal, chegava Tó Cruz, com muita “baunilha e chocolate” para oferecer ao júri, a composição que levou ao Festival Eurovisão da Canção, em 1995.

No entanto, a ideia não correu bem. O português, o 16.º concorrente a subir ao palco naquela noite de 13 de maio, na Irlanda, não conseguiu atingir o mesmo sucesso que as duas antecessoras: Anabela, em 1993, com 60 pontos, e especialmente Sara Tavares, em 1994, com 73.

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A canção interpretada por Tó Cruz, inspirada na música urbana e nas relações multirraciais, não foi além dos 5 pontos e de um modesto 21.º lugar, entre 23 nações.

Nascido em Lisboa, em 1967, Tó Cruz ou António José Ramos da Cruz iniciou-se na música aos 16 anos. Com 18, foi morar para o Algarve, onde formou a primeira banda e cantou músicas dentro das áreas que tanta aprecia: soul, funk e r&b.

No certame, o primeiro lugar “fugiu” da Irlanda pela primeira vez desde 1991 e voou para a Noruega. Ainda assim, teve sangue irlandês. Porquê? Porque foi ganho pelos Secret Garden, uma banda composta pelo pianista norueguês Rolf Undsæt Løvland e pela violinista… irlandesa, Fionnuala Sherry.

O tema interpretado pelo duo irlando-norueguês, “Nocturne” (“Noturno”, em português), alcançou 148 pontos e tornou-se a primeira e única peça musical a vencer o Festival.

TEXTO: Duarte Lago