Depois da fraca exibição na primeira participação no Festival Eurovisão da Canção, quatro anos antes, em Londres, Carlos Mendes teve uma segunda oportunidade, em 1972, e deu a Portugal uma chuva de pontos.
Com o tema “A Festa da Vida”, de José Niza, Carlos Mendes foi premiado pelo júri com 90 pontos, a terceira melhor pontuação de sempre para Portugal no velho certame europeu, ultrapassada apenas por Lúcia Moniz, em 1996, com 92 pontos, e por Salvador Sobral, o recordista absoluto da Eurovisão, no ano passado, com 758 pontos.
Apesar da boa prestação do português, o cantor revelou, nos últimos anos, que poderia ter ido mais longe, inclusive ao primeiro lugar, mas não conseguiu porque, segundo ele, a RTP não queria receber o concurso no ano seguinte e pediu-lhe para não vencer o festival.
Na Escócia, o ouro foi conquistado por Vicky Leandros, que apesar de ter nascido na Grécia foi a escolhida para representar o Luxemburgo na Eurovisão, com o tema “Après Toi” (“Depois de ti”, em português). Antes do ano de glória, já tinha participado na edição de 1967 e arrecadado o quarto lugar.
Passados 46 anos, recorde “A Festa da Vida” de Carlos Mendes no Festival Eurovisão da Canção, em 1972.
TEXTO: Duarte Lago









