Bruno Nogueira faz balanço dos espetáculos no Campo Pequeno

Bruno Nogueira
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Bruno Nogueira fez, esta quarta-feira, um balanço positivo do regresso à normalidade que foram os dois espetáculos de “Deixem o Pimba em Paz” no Campo Pequeno, em Lisboa.

4400. Este foi o número de pessoas que passaram pelas duas noites de concerto em que o comediante, a par de Manuela Azevedo, subiu ao palco de uma das salas mais mediáticas da capital. No final, o humorista ficou rendido ao carinho do público.

“Foram várias as coisas que me comoveram nestas duas noites de recomeço em passos de bebé da cultura em Portugal: poder estar num palco novamente, ver técnicos e músicos numa alegria emocionante, sentir a plateia receber-nos com muito mais amor do que nunca. Enfim, muita coisa. Mas diria que a que esteve acima de todas foi fruto desta nova vida: o equilíbrio entre as ganas e o cuidado do público que lá esteve”, começou por dizer Bruno Nogueira no Instagram.

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Foram várias as coisas que me comoveram nestas duas noites de recomeço em passos de bébé da cultura em Portugal: poder estar num palco novamente, ver técnicos e músicos numa alegria emocionante, sentir a plateia receber-nos com muito mais amor do que nunca. Enfim, muita coisa. Mas diria que a que esteve acima de todas foi fruto desta nova vida: o equilíbrio entre as ganas e o cuidado do público que lá esteve. Só aceitei fazer este espectáculo porque isso me foi assegurado, e porque as novas regras da DGS e do Governo assim o permitem. As entradas foram sempre feitas com o distanciamento exigido, com marcas no chão que pediam às pessoas que esperassem a dois metros da pessoa da frente. E assim foi. Durante o espectáculo não vi ninguém a tirar a máscara e a facilitar. Cada duas pessoas tinha dois lugares vazios à frente, atrás e de cada lado. E no fim, a saída foi comandada por alguém que subiu ao palco e foi anunciando fila a fila quem sai, para umas vez mais evitar ajuntamentos. E assim foi uma vez mais. No fim ninguém começou a sair e a furar as regras. Muitos frentes de casa extra a ajudarem a que tudo corresse bem, só 50% da sala vendida, tecto do Campo Pequeno recolhido para que o ar circulasse melhor. Quem esteve sentiu-se seguro, e é isso que faz destas duas noites uma memória feliz e apaziguadora. Neste novo normal mais vale pecar por excesso de cuidado, até se descobrir onde e se se pode facilitar. Foram dois espectáculos muito bonitos, e sentir a sede de tempos novos valeu por tudo. Mas o respeito e cuidado de 2200 pessoas por noite, e nenhuma delas lutar só pelo seu bem estar em detrimento da saúde pública, esse terá sido talvez o maior triunfo. Que se regresse assim, cheios de vontade de tudo, mas com a cerimónia e cuidado que exige este reaprender a andar. O bicho ainda anda aí, nunca esquecer. Que bonito que foi, e que ansioso fico agora para ser espectador.

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O humorista garantiu que só aceitou fazer este espetáculo porque lhe foi assegurado que eram cumpridas as novas regras da Direção Geral de Saúde (DGS) e do Governo. “As entradas foram sempre feitas com o distanciamento exigido, com marcas no chão que pediam às pessoas que esperassem a dois metros da pessoa da frente. […] Durante o espetáculo não vi ninguém a tirar a máscara e a facilitar. Cada duas pessoas tinham dois lugares vazios à frente, atrás e de cada lado. E no fim, a saída foi comandada por alguém que subiu ao palco e foi anunciando fila a fila quem sai, para umas vez mais evitar ajuntamentos”, prosseguiu.

“Muitos frentes de casa extra a ajudarem a que tudo corresse bem, só 50% da sala vendida, teto do Campo Pequeno recolhido para que o ar circulasse melhor. Quem esteve sentiu-se seguro e é isso que faz destas duas noites uma memória feliz e apaziguadora. Neste novo normal mais vale pecar por excesso de cuidado, até se descobrir onde e se se pode facilitar”, acrescentou.

No final, o comediante elogio o comportamento das pessoas: “Foram dois espetáculos muito bonitos e sentir a sede de tempos novos valeu por tudo. Mas o respeito e cuidado de 2200 pessoas por noite, e nenhuma delas lutar só pelo seu bem-estar em detrimento da saúde pública, esse terá sido talvez o maior triunfo. Que se regresse assim, cheios de vontade de tudo, mas com a cerimónia e cuidado que exige este reaprender a andar. O bicho ainda anda aí, nunca esquecer. Que bonito que foi e que ansioso fico agora para ser espectador”.

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