Catarina Furtado é uma das apresentadoras da edição deste ano da Eurovisão, e numa entrevista de vida, falou sobre o início da carreira, o assédio sexual de que foi vítima e o que faz para preservar a beleza aos 45 anos.
Os tempos do “Chuva de Estrelas” valeram-lhe o título de “namoradinha de Portugal”. Vinte anos depois, Catarina Furtado continua a surpreender, até pela forma mais desinibida com que surge nas redes sociais e o que vai dizendo nas entrevistas.
Desta vez, em entrevista de vida ao Observador, foram muitas as confissões da apresentadora da RTP, nomeadamente no que diz respeito à vida amorosa. “Nos vintes [anos] namorei mais. A história dos namoros é muito engraçada”, contou Catarina.
Sobre como é que escolhia os namorados quando era mais nova, a também atriz confessou que “não há uma regra”. “Já gostei de pessoas tão diferentes. Hoje, com mais maturidade, também é diferente. Hoje, a generosidade para mim é fundamental”.
Apesar de terem passado mais de duas décadas desde a fase da descoberta, Catarina Furtado não deixa de lado os encantos do amor, e questionada sobre o que faz para manter a beleza, não teve papas na língua: “Dou muitos beijos, faço muito amor”, explicou a mulher do ator João Reis, com quem é casada desde 2005.
A poucos meses de completar 46 anos, a profissional de televisão não esconde que o tempo está a passar por ela, mas garante que se sente bem: “Envelheço, é preciso dizer que envelheço, faz parte. Se calhar, aos olhos dos outros isso não é visível porque estou bem comigo”.
“Como de duas em duas horas, não faço exercício, só faço pilates de vez em quando, dancei durante muitos anos e acho que o meu corpo tem ainda essa memória”, contou a comunicadora, na mesma entrevista.
Antes de se apaixonar pela televisão, Catarina Furtado tinha um outro objetivo de vida, “dançar”, mas uma lesão fê-la optar por outro caminho: “Era realmente o meu grande sonho, ser coreógrafa. Quando a televisão entrou era uma coisa pela qual não tinha nenhum fascínio. Mas o meu plano B era escrever, por isso fui para jornalismo”, revelou.
Recentemente, confessou em entrevista à Rádio Comercial que foi vítima de assédio em contexto de trabalho, apesar de não ter revelado pormenores. Agora, ao “Observador”, conta por que razão o fez.
“Falei de uma forma muito consciente, porque acho que qualquer mulher tem autoridade para o fazer, mulheres conhecidas e mulheres anónimas”, explicou. “A questão é que a maior parte das mulheres anónimas, muitas vezes, têm receio de o fazer”.
E prosseguiu: “Tenho autoridade para falar, não só porque, sendo figura pública, tenho o microfone à minha frente, mas sobretudo porque são 18 anos a trabalhar com as Nações Unidas em questões [como] discriminação de género e a violência com base no género”.
Recorde-se que Catarina Furtado foi nomeada, por Kofi Annan, Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, em 1999.
Por agora, e já esta semana, tem um novo desafio em mãos. A par de Daniela Ruah, Sílvia Alberto e Filomena Cautela é uma das quatro apresentadoras do Festival Eurovisão da Canção, cuja final está agendada para o próximo sábado, 12 de maio. Quanto às meias-finais, estas vão decorrer esta terça e quinta-feira.
TEXTO: Duarte Lago