O hair stylist pediu desculpa pelos comentários que tem feito através da sua página de Facebook, admitindo que se serve desta rede social “como purgante e como forma de gritar a dor”.
Eduardo Beauté admite, num comunicado escrito na sua página de Facebook, ser “responsável” por todos os comentários que tem feito na mesma rede social em relação ao ex-marido, o manequim Luís Borges, e pede desculpa “a todos os que” o acompanham e aos filhos por esses seus desabafos. “Há fases na nossa vida em que a mágoa não fala: grita. E, no que grita, fere toda a gente. Até quem a sente”, diz.
Beauté referiu, num desses últimos comentários, que terá agredido Luís Borges, que tem acusado de ser um pai ausente na vida de Bernardo, de seis anos, Lurdes, de cinco, e Eduardo, de dois. O casal divorciou-se no ano passado, após cinco anos de casamento. “Numa das noites em que voltou a doer a ausência do que não terei como um dia idealizei, voltei a servir-me do Facebook como purgante e como forma de gritar a dor. Com essa forma de agir, acabei por magoar toda a gente”, admite o cabeleireiro.
“Um dia, os meus filhos poderão pesquisar na Internet a história do pai e do papá e sou, hoje, responsável, por posts que encontrarão como reflexo dessa dor que ainda me faz gritar por dentro. Por mais que os apague, sabemos que o que está online permanecerá online. Um dia eles poderão encontrá-los. Tantos que resultaram da precipitação da minha dor. E isso não é justo. Para ninguém. Acima de tudo, para eles”, prossegue Eduardo Beauté.
“É por isso que vos e lhes deixo este post. Para que o encontrem também, como o virar da página necessário que todos merecemos. Todos. Também o Luís. A minha mágoa não pode hipotecar o que existia antes dela: o exemplo de família que, juntos, deixámos. As vidas que, juntos, inspirámos. Isso permanece para lá de nós e é mais importante do que qualquer dor que nos faça gritar. É, mais do que o legado que quero deixar como ser humano ou ex-marido, o legado que quero deixar como pai”.
O hair stylist termina a sua nota a pedir novamente desculpa. Quer que os filhos saibam “a verdade sobre o que está para lá” da sua dor: “que são amados”. “Porque os amo para lá das minhas dores, de todas as que possa ter vivido e esteja a viver e que esse amor me travou de continuar a atacar quem comigo foi também responsável pelo que de melhor deixámos ao mundo: um amor para lá de géneros e origens”.
TEXTO: Ana Filipe Silveira









