Filha Carrie Fisher fala sobre a morte da mãe: “O sentido de humor ajudou-me a aguentar tudo”

Billie Lourd perdeu a mãe, Carrie Fisher, e a avó, Debbie Reynolds, em dezembro de 2016. Oito meses depois, a atriz abriu o seu coração numa entrevista concedida a uma revista norte-americana e falou sobre como lidou com estas duas perdas.

“Sempre vivi um pouco na sua sombra, e agora é a primeira vez na minha vida que posso ser dona da minha vida e ficar sozinha”, desabafou Lourd. “Adoro ser filha da minha mãe, e isso é algo que sempre serei, mas agora posso ser apenas a Billie.”

A atriz de 25 anos afirmou ainda que tem muita pressão sobre si mesma, pois Fisher deixou um “legado incrível” que agora Lourd tem de manter e desenvolver à sua maneira. Na verdade, foi o filme que fez com ela – “Star Wars: O Despertar da Força” – que a fez decidir continuar a carreira de representação. Billie conta que a mãe teve muito a ver com o assunto, chamando-a à parte enquanto filmavam para a encorajar a tomar essa opção: “É estranho sentires-te tão confortável aqui. Este é o ambiente mais desconfortável do mundo. Se te sentes confortável aqui, então devias fazer isto”.

Carrie Fisher, a eterna princesa Leia do “blockbuster” norte-americano, partiu aos 60 anos, dias depois de ter sofrido um ataque cardíaco durante um voo de Londres para Los Angeles. Debbie Reynols faleceu um dia a seguir à filha. Foi o sentido de humor da mãe que ajudou Lourd a ultrapassar ambas as mortes.

“Se a vida não for engraçada, então é só verdadeira – e isso seria inaceitável”, afirma Billie Lourd. “Mesmo quando ela [Carrie Fisher] morreu, isso foi o que me ajudou a aguentar tudo. Quando a Debbie morreu no dia seguinte, eu conseguia vê-la a dizer «ela está a ofuscar-me outra vez, claro – ela tinha de o fazer».”

Numa declaração à revista “PEOPLE”, depois de os relatórios toxicológicos terem revelado que Carrie Fisher tinha drogas no sistema quando morreu, Lourd falou sobre a batalha que a mãe travou contra as drogas e a doença psicológica. Segundo a atriz, Fisher “quereria que a sua morte encorajasse as pessoas a abrirem-se sobre as suas lutas”.

“Muitas pessoas crescem com pais psicologicamente doentes que têm problemas com drogas… É uma coisa tão comum e as pessoas não falam mesmo sobre isso”, afirmou, explicando a razão de ter feito esse depoimento. “Em última análise, isso ajudou tantas mais pessoas.”

Este ano, Billie entrou na série “Scream Queens” e na sétima temporada de “American Horror Story”, que estreia este mês nos Estados Unidos da América e que em Portugal passa no canal FOX, para o qual não há ainda, no entanto, uma data de estreia marcada. Está ainda prometida a sua presença no grande ecrã com os filmes “Billionaire Boys Club” e “Star Wars: The Last Jedi”.

 

TEXTO: Alexandre Oliveira Vaz

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