Religiosas de um antigo convento tinham concordado em vender o imóvel à estrela pop, mas voltaram atrás na sua decisão. Katy Perry avançou para a Justiça.
Uma freira de 89 anos, que integrava um conjunto de religiosas processadas por Katy Perry morreu sexta-feira em plena audiência, após cair no tribunal onde decorre a ação judicial movida pela cantora norte-americana de 33 anos.
Em causa a intenção de compra de um antigo convento por parte de Katy Perry, que mereceu a concordância das religiosas. No entanto, as irmãs voltaram atrás com a sua decisão. Em 2015, a cantora ofereceu 14,5 milhões de dólares (11,7 milhões de euros) pela propriedade situada no bairro de Los Feliz, em Los Angeles, conhecido pelas suas construções de estilo romano.
Algum tempo depois, as religiosas voltaram atrás, optando por vender o antigo convento à empresária Dana Hollisterpor um valor superior (12,6 milhões de euros) ao avançado pela artista norte-americana. Hollister pretendia abrir um hotel-boutique no local. Indignada com a situação, Katy Perry colocou as freiras em tribiunal. No ano passado, a justiça deu razão à cantora, mas o processo não terminou.
Em entrevista ao canal Fox na sexta-feira, antes da audiência, Catherine Rose Holzman, a freira que haveria de morrer em tribunal, apelou à cantora para travar a batalha judicial. “Katy Perry, por favor, pare. Isto não está a fazer bem a ninguém”.
Durante a sessão, a idosa caiu e não resistiu.
“A irmã Catherine Rose serviu a Igreja com dedicação e amor por muitos anos. Hoje, nós lembramos de sua vida com gratidão e dedicamos nossas orações à comunidade do Coração Imaculado de Maria e a todos os seus amigos e entes queridos”, disse o arcebispo José H. Gomez através do comunicado enviado este sábado.
TEXTO: Nuno Azinheira