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Hernâni Carvalho e a morte do pai: “Ainda não estou bom, nem sei se alguma vez vou estar”

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A morte do pai, em março do ano passado, foi uma “coisa avassaladora”. O comentador da SIC foi o convidado de Daniel Oliveira no “Alta Definição” e abriu o coração.

“A perda dos nossos é uma coisa avassaladora. A finitude de não poderes voltar a estar com aquela pessoa. Dói muito. Perdi o meu pai há um ano e ainda não estou bom, não sei se alguma vez vou estar. Foi violento, dificílimo”, afirmou o apresentador de “Linha Aberta”.

Apesar de ter “muitos amigos na hierarquia da igreja”, o comunicador assume-se como um homem sem fé. “Tenho fé nos homens bons, mas não tenho fé. Não tenho essa dimensão, não tenho essa capacidade”, afirmou a Daniel Oliveira. Por isso, conclui, “morre-se e acabou”.

Numa entrevista intimista, a segunda que concede ao magazine da SIC (a primeira foi há cinco anos), Hernâni Carvalho, que acaba de lançar o livro “Matadores”, confessou gostar “cada vez mais de menos pessoas”. “As outras encarregam-se de nos desiludir”, acrescentou.

Definindo-se como um homem de afetos e emoções, Hernâni Carvalho diz que procura, contudo, manter “razão e emoção devidamente informados”. “Mas sim, sou um homem de emoções. Aliás, a minha própria reação à deslealdade é uma emoção, não uma razão”.

TEXTO: Rui Pedro Pereira