Não sabe que idade teria quando a fotografia foi tirada. Mas sabe que, nessa altura, “tinha muitos complexos por ser magrinha, por usar óculos fundo de garrafa e por ter o cabelo à tigela por causa de uma praga de piolhos que invadiu a escola”. Hoje, é atriz e uma “trintona confiante”.
Começou como muitas outras jovens portuguesas que fazem atualmente ficção nacional: na série da TVI “Morangos com Açúcar”. Para trás, tinha ficado uma infância feliz, mas com “muitos complexos”. Era “magrinha”, recorda no seu perfil de Instagram, usava “óculos fundo de garrafa” e “cabelo à tigela por causa de uma praga de piolhos que invadiu a escola”.
A rapariga a quem chamavam “Olívia Palito” e que foi a “a última” da sua “turma a usar soutien” celebrou, esta sexta-feira, 34 anos. Um dia que Matilde Breyner – é dela que falamos – reservou para balanço.
“Usava sempre uma camisola à cintura, para me fazer sentir ‘mais gorda’, e só aos 30 é que o meu corpo começou a ganhar algumas formas. Nunca fiz sucesso nenhum na escola e nunca fui muito feminina… Sempre preferi andar mascarada do que vestir as roupas que tinha no armário”, lembrou na legenda de uma imagem que partilhou com os seus 60 mil seguidores naquele rede social.
Hoje, a intérprete da novela “A Herdeira”, da estação de Queluz de Baixo, é uma mulher “apaixonada pelo homem” da sua vida – o ator Tiago Felizardo -, trabalha no que mais ama e no que sempre sonhou. “Sou uma ‘trintona’ confiante e muito orgulhosa das minhas conquistas. Podia continuar a desenvolver este texto e puxar ao sentimento, mas essa não sou eu. Venham mais anos, tão bons ou melhores do que estes que já passaram e vamos celebrar a vida! Esta sou eu!”, terminou.
TEXTO: Ana Filipe Silveira