Lena Dunham desabafou pela primeira vez sobre o período “negro” em que foi dependente de um medicamento para a ansiedade. Mas garantiu: “Estou sóbria há seis meses.”
Aos 32 anos, Lena Dunham revelou ter sido viciada em Klonopin, um medicamento usado para combater ansiedade e ataques de pânico. “Eu estava a sofrer de uma ansiedade louca e tinha de comparecer a coisas para as quais não me sentia capaz. Mas tinha de o fazer e quando tomava Klonopin conseguia”, começou por revelar a atriz de “Girls” no “podcast” de Dax Shepard.
O medicamento foi-lhe receitado por um médico, para tomar apenas em ocasiões de maior stresse, mas Dunham rapidamente perdeu o controlo sobre as doses. A sua saúde mental teve muito a ver com isso.
“Fui diagnosticada com stresse pós-traumático. Tenho alguns traumas sexuais, fiz muitas cirurgias, fiz uma histerectomia [remoção do útero] após um período de dores intensas… Comecei a sentir que estava a viver um ataque de pânico. Durante o período em que tomei Klonopin, não estava a melhorar, mas pensava que se não tomasse ficaria pior”, desabafou ainda.
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Foi, curiosamente, durante um período de enorme sucesso profissional que se sentiu a bater no fundo. “Estava numa relação com uma pessoa incrível e amorosa. Tinha ganhado alguns Globos de Ouro. Tinha uma carreira incrível. Tinha uma família que me amava. Tinha três casas. E sentia-me como se estivesse a ser rodeada e ameaçada por árvores. Foi um período muito negro.”
Foram “uns sólidos três anos” de dependência. Mas, agora, Lena Dunham afirma orgulhosamente: “Estou sóbria há seis meses. Não me culpo pela doença. Não me culpo pelo abuso sexual que sofri. Não me culpo pelo abuso físico que sofri. Não me culpo pelos desafios de ser mulher neste mundo, uma mulher com ansiedade a viver neste corpo. Mas vejo como a forma como me mediquei teve um impacto negativo nas pessoas à minha volta, na minha capacidade de tomar decisões e na minha criatividade. Por isso, sinto uma gratidão imensa todos os dias.”
TEXTO: Carolina Morais









