Maria Leal voltou a negar que tenha gastado sozinha toda a fortuna do ainda marido, Francisco D´Eça Leal, e explicou que depois da separação ela própria ficou “sem nada” porque nem quis o dinheiro que ainda tinham em conjunto.
A segunda parte da entrevista de Maria Leal à SIC, na qual se defende das acusações que o ainda marido lhe dirigiu no programa “Vidas Suspensas”, da mesma estação de televisão, foi para o ar esta quarta-feira e, uma vez mais, a intérprete negou que tenha gastado sozinha a fortuna de um milhão de euros que Francisco D´Eça Leal herdou do progenitor.
A intérprete admitiu que o dinheiro foi mal gerido por ambos, mas recusou o rótulo de gastadora. “Ainda hoje não sou. Nem nos meus concertos levo o que as pessoas pensam. Vivo da minha profissão, gosto daquilo que faço. Lutei muito por ela, sem espezinhar ninguém”, garantiu.
Durante a união com o marido, Maria Leal abriu duas lojas. Uma na Parede e a outra em Elvas. Em ambos os casos, com o conhecimento de Francisco. Para ela, estas serviriam como um meio de subsistência, um “investimento”, já que o então companheiro sofre de esquizofrenia e não reúne condições para trabalhar. “Tudo com o conhecimento do Sr. Francisco. A minha consciência está tranquila, não preciso de testemunhas”, explicou a artista, acrescentando que os dois estabelecimentos eram propriedade dela e do marido.
“O Francisco vai ter de provar que fiz essas coisas porque o Francisco, graças a Deus, não é coitadinho nenhum”
Maria Leal
Cansada das acusações de que é alvo, Maria Leal disse ainda que não pretende “enxovalhar” o marido porque isso não faz parte de si e que espera que o assunto seja “tratado em tribunal”. “O Francisco vai ter de provar que fiz essas coisas porque o Francisco, graças a Deus, não é coitadinho nenhum. O Francisco esteve sempre nas suas condições perfeitas. Se não estivesse, não se casaria. Se não estivesse no seu estado normal, a mãe já o tinha interditado e nunca o fez”, acusou a intérprete, 49 anos.
Sobre o final da relação, contou ainda que assinou um documento no qual dizia não querer metade dos 54 mil euros que, segundo ela, o marido tinha no banco, contrariamente ao que este disse à SIC, e que por esse motivo ela ficou “sem nada” quando se separaram.
Ainda assim, face às acusações que Francisco lhe dirigiu publicamente através do programa “Vidas Suspensas”, Maria Leal admitiu que mudou de ideias sobre a decisão de não querer a divisão do dinheiro. “Agora, quero metade do que era nosso”, sentenciou.
TEXTO: Duarte Lago









