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“Mesmo anestesiada, eu sentia dor.” O relato impressionante de Luciana Abreu do parto das gémeas

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Luciana Abreu abriu pela primeira vez o coração sobre o parto das gémeas Amoor e Valentine, nascidas prematuramente a 23 de dezembro. Um relato poderoso sobre a gravidez “muito conturbada no início”, que resultou numa “transfusão feto-fetal”. “A dada altura podíamos morrer as três”, recordou a estrela da SIC no “Alta Definição” deste sábado à tarde.

A gravidez de Amoor e Valentine, nascidas em dezembro passado, foi desejada por Luciana Abreu e Daniel Souza, com quem a atriz e cantora se casou no verão passado. Mas, contra todos os desejos do casal foi, também, “uma gravidez muito conturbada no início”, relembrou a estrela da SIC a Daniel Oliveira.

Foram nos primeiros meses de gestação que “começaram as más disposições”. “Tive cinco crises renais. A primeira vez num comboio intercidades. [Estive] Três horas presa, pensava que as ia perder”, contou. “Era uma dor horrível na parte de trás das costas, uma vontade de vomitar. Descobrimos mais tarde que o que me estava a acontecer era uma transfusão feto-fetal. Acontece uma em dez mil. Tem apenas um cordão umbilical e a Valentine estava a alimentar a irmã, praticamente sem líquido amniótico”, explicou.

 

Luciana Abreu acabou por ter um parto prematuro. O médico reencaminhou-a de uma consulta de rotina para o Hospital de Cascais. “Só tive tempo de fazer duas tomas da vacina, [quando] na verdade são três tomas. A dada altura podíamos morrer as três, foi um momento muito dramático para toda a família. O Daniel completamente desnorteado sem saber o que fazer atrás da ambulância”, relatou.

“Sabia que dentro daquela ambulância nós podíamos as três não chegar a tempo”
Luciana Abreu

Já na sala de partos, a atriz – que já era mãe de Lyonce e Lyannii, frutos da sua relação anterior com Yannick Djaló -, lembra-se apenas de “estar deitada” e de “sentir tudo” o que estava a acontecer. “Mesmo anestesiada, eu sentia dor. O meu útero estendeu três vezes. Não é permitido o pai estar presente na sala de partos e eu quando olho para o lado quando eu o vejo percebi de facto que podia não sair mais dali”.

“A Valentine nasceu primeiro. Ela nem chorou. Quando a vi pensei que era a primeira e última vez que a estava a ver. E depois veio a Amour”
Luciana Abreu

Amoor e Valentine tiveram alta dois meses depois do nascimento. “Foi um milagre. (…) Sabes porque é que [lhes] dei estes nomes?”, pergunta a eterna Floribella a Daniel Oliveira. “Valentine vem da valentia dela, trato-a por valente. Alimentou a irmã. E Amour porque alimentou a vida por amor à irmã”.

TEXTO: Ana Filipe Silveira