Pedro Lima deixa recado aos famosos: “Quem trabalha em TV tem de partilhar a sua vida”

Uma pedrada no charco. Pedro Lima abordou a relação entre os famosos e a Imprensa dita cor-de-rosa para fazer críticas aos seus pares. “Apenas sorrio com ironia quando observo personalidades que têm enorme preocupação em não expor a sua vida mas que, perante a ‘Vogue’, o ‘Expresso’ ou o ‘Público’ respondem alegremente às perguntas mais indiscretas”.

Partiu a loiça. Habituado a expor o seu dia-a-dia nas redes sociais, o ator, que podemos ver na TVI na novela “Amar Depois de Amar”, deixou um recado claro aos seus pares famosos, a propósito daquilo que é o relacionamento entre as figuras públicas e a Imprensa cor-de-rosa. Ou seja, se, por um lado, as caras da TV querem aparecer, por outro reclamam recato na sua vida privada.

“Acho que, nos tempos que correm, quem escolhe ser ator e trabalha em televisão tem de estar preparado para partilhar bastante verdade sobre a sua vida. Não podemos viver a ocultar o que é a nossa vida pessoal com o objetivo de cultivar uma imagem postiça e criar em quem se interessa por nós a ilusão de uma coisa que não somos. A verdade acaba sempre por se manifestar”, começou por escrever Pedro Lima no perfil de Instagram.

“Apenas sorrio com ironia quando observo personalidades que têm enorme preocupação em não expor a sua vida mas que, perante a ‘Vogue’, o ‘Expresso’ ou o ‘Público’ respondem alegremente às perguntas mais indiscretas”, prosseguiu.

O intérprete defendeu, em seguida, os meios que cobrem a área da Televisão e das figuras públicas: “Sempre me senti respeitado pelas publicações mais populares com quem partilhei a parte da minha vida que escolho e não observo, em alguns resultados, grande diferença entre umas e outras”.

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Não sou dono da verdade mas tenho as minhas opiniões. A propósito dos comentários ao post de ontem em que a leitura que fizeram foi de demonstração de humildade, gostava de partilhar algumas considerações. Acho que, nos tempos que correm, quem escolhe ser actor e trabalha em televisão tem de estar preparado para partilhar bastante verdade sobre a sua vida. Não podemos viver a ocultar o que é a nossa vida pessoal com o objectivo de cultivar uma imagem postiça e criar em quem se interessa por nós a ilusão de uma coisa que não somos. A verdade acaba sempre por se manifestar. Apenas sorrio com ironia quando observo personalidades que têm enorme preocupação em não expor a sua vida mas que, perante a Vogue, o Expresso ou o Público respondem alegremente às perguntas mais indiscretas. Eu sempre me senti respeitado pelas publicações mais populares com quem partilhei a parte da minha vida que escolho e não observo, em alguns resultados, grande diferença entre umas e outras. O facto de ontem ter partilhado que, na minha juventude e infância, não tinha condições para sair de Lisboa nas férias grandes não teve a intenção de demonstrar humildade. Humildade, para mim, é outra coisa. Humildade, para mim, é ser-se consecutivamente eleito o melhor futebolista do mundo e ser sempre o primeiro a chegar ao treino e, no final, ficar a treinar pontapés livres sozinho. Acho que humildade, modéstia, discrição, sobriedade são conceitos que são muitas vezes confundidos uns com os outros e pouco claros na cabeça das pessoas. A minha intenção ontem era mesmo agradecer à vida rica de experiências que tive e que me oferece tantas memórias para trabalhar como actor. Vivi em ambientes muito diversos, desde socialmente mais duros aos mais privilegiados. De uns e de outros guardo memórias, desde as mais dolorosas às mais alegres. De todas elas sei bem o que tenho partilhado e o que tenho guardado só para mim. Sinto que há quem tenha um olhar reprovador pelo que decido partilhar publicamente mas desengane-se quem julga que sabe tudo sobre mim. Não cultivo é a rábula presunçosa do misterioso interessante que, na realidade, nada tem para esconder. Por isso é que nunca pude aceitar ser entrevista

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Pedro Lima explicou porque, recentemente, partilhou que, na sua juventude e infância, não teve condições para sair de Lisboa nas férias grandes e garante que não teve a intenção de demonstrar humildade.

“Humildade, para mim, é outra coisa. Humildade, para mim, é ser-se consecutivamente eleito o melhor futebolista do mundo e ser sempre o primeiro a chegar ao treino e, no final, ficar a treinar pontapés livres sozinho. Acho que humildade, modéstia, discrição, sobriedade são conceitos que são muitas vezes confundidos uns com os outros e pouco claros na cabeça das pessoas”, referiu, para recordar um pouco da sua história de vida.

“Vivi em ambientes muito diversos, desde socialmente mais duros aos mais privilegiados.
De uns e de outros guardo memórias, desde as mais dolorosas às mais alegres.
De todas elas sei bem o que tenho partilhado e o que tenho guardado só para mim.
Sinto que há quem tenha um olhar reprovador pelo que decido partilhar publicamente mas desengane-se quem julga que sabe tudo sobre mim. Não cultivo é a rábula presunçosa do misterioso interessante que, na realidade, nada tem para esconder”, rematou.

TEXTO: Rui Pedro Pereira

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