Rui Maria Pêgo terminou a licenciatura em História que estava a tirar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa. O locutor mostrou-se radiante.
O radialista da Rádio Comercial encerrou mais uma etapa. Perante os horários de trabalho preenchidos e a relação com a faculdade “que nunca foi simples”, o comunicador partilhou a boa-nova no Instagram.
“Há uns tempos apanhei um tweet que dizia: ‘Andaste mesmo em História na FCSH se não estiveste numa turma com o Rui Maria Pêgo?’. A resposta é não, provavelmente, não. Mas a partir desta semana, será, finalmente, SIM!” começou por explicar.
“A minha relação com a faculdade nunca foi simples, até porque no fundo acho que gostaria de ter tirado Teatro, mestrado que um dia farei – estive muito perto, há uns meses, shortlisted em Yale, nos Estados Unidos, mas a coisa não se deu, e ainda bem. É estranho mas pandemia não rima com ausência de Cuidados de Saúde Universais”, prosseguiu.

Após “três anos infelizes em Direito”, “uns meses em Ciências da Comunicação”, e “aproximadamente 900 na Avenida de Berna”, o filho de Júlia Pinheiro concluiu a licenciatura.
“Fechei este ciclo, numa altura em que finalmente debater a história e todas as suas zonas escuras, pode inaugurar um futuro que não vote à invisibilidade os mesmos de sempre. […] Durante estes anos na FCSH, mudei de carro, de casa, de namorado, de cidade, de rádio, de canal de televisão, de país, de cabelo e, sobretudo, de atitude. Fui, claro, sofrível na faculdade, mas sempre fascinado por História, onde fui parar para tentar perceber o Tempo, as escolhas, os processos, os (meus) privilégios, as meias de vidro. É assim desde muito pequeno. Foi assim no liceu, com uma professora de História extraordinária, a Professora Paula Bessa. Foi também assim na Primária”, confessou, recordando a infância.
No final do seu testemunho, Rui Maria Pêgo agradeceu a todos os que ajudaram a finalizar esta etapa: “Agradeço aos apontamentos e simpatia de vários alunos ao longo destes anos, aos professores que não desistiram de me dar oportunidades no meio dos meus horários caóticos – cheguei a estar simultaneamente na rádio de manhã, na televisão à tarde, e no teatro, à noite -, e aos meus pais que souberam esperar”.








