Açoriano e benfiquista. Apresentador, guionista, comediante, formador, escritor. A ordem dos fatores, no caso de Luís Filipe Borges, é provável que não seja arbitrária. Faz 40 anos este sábado.
É licenciado em Direito. À partida, o canudo, que até teve direito a um louvor do Conselho Diretivo, um primeiro prémio por equipas no Moot Court em 1999, e um artigo publicado na “Revista Jurídica”, podia ser uma porta aberta para o futuro.
Preferiu uma janela. “Sou um licenciado em Direito que a única vez que esteve em tribunal foi como arguido”, conta em exclusivo à N-TV. E acrescenta: “Eis um bom resumo de quatro décadas inteiras a desiludir as expectativas da família.”
O humor corre-lhe nas veias. Partilha-o em aulas que dá há vários anos a jovens sedentos de escrever melhor. É um preocupado com a qualidade do que escreve. E tem escrito muito.
Os espectadores conhecem-no da apresentação de programas. O primeiro foi “A Revolta dos Pastéis de Nata”. Lembra-se? Ora veja:
Depois veio o “Sempre em Pé”, programa de “stand up comedy”.
Foi, contudo o “5 para a Meia Noite” que deu a Borges a projeção nacional que hoje tem na televisão portuguesa.
Atrás das câmaras, a atividade do apresentador é ainda mais profícua. Luís Filipe Borges já escreveu “coisinhas muito dignas”, como ele próprio as define, como a série de ficção “Liberdade 21” (2008), o “Conta-me como Foi” (em 2009 fez parte da equipa de adaptação da série de sucesso espanhola, que foi um êxito também por cá), ou o programa de memória musical “Não me Sai da Cabeça”.
“Faz muita coisa, já fez outra tanta. Detesta estar parado”, elogia-lhe um amigo de longa data. Borges sorri quando confrontado com este elogio, e com o seu interesse por diversas atividades, e deixa uma frase familiar. “Quando está zangada comigo, a minha mãe diz-me: “Tu não queres mesmo morrer estúpido!”
TEXTO: Nuno Azinheira









