Entre a morte da mãe, em 1997, ao consumo de drogas, no início da vida adulta, até à presença militar no Afeganistão, são várias as histórias de vida do homem que ocupa a sexta posição na linha de sucessão ao trono britânico e que se casou este sábado com Meghan Markle.
Conhecido na esfera pública como Harry, esta é apenas uma alcunha ganha em criança pelo protagonista do casamento do ano no Reino Unido. Henry Charles Albert David Mountbatten-Windsor é o verdadeiro nome do príncipe nascido em Londres há 33 anos, em homenagem ao pai, Charles, ao avô, Albert, e ao bisavô, David.
Tal como o irmão, William, Harry recebeu parte da sua educação no ensino privado. Estudou Geografia, História da Arte e Arte no Eton College, perto do local onde vai trocar alianças com Meghan Markle, e por aqui demarcou-se das tradições da família britânica de estudar em Gordonstoun, na Escócia.
Apesar de terminar os estudos com notas elevadas, a irreverência tomou conta de Harry durante a adolescência, marcada pela morte prematura da mãe, Diana, num acidente de automóvel em Paris, em 1997.
O neto da rainha Isabel II tem um passado ligado às drogas e ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que obrigaram o príncipe Charles a encaminhar o filho a uma instituição de reabilitação, em Londres, depois de investigações da polícia, em 2001, terem indiciado Harry por mau comportamento.
Mas os episódios polémicos do noivo de Meghan Markle não se ficariam por aqui. Em 2005, numa festa temática sobre “colónias e nativos”, Harry vestiu-se de militar alemão e no braço colocou uma faixa vermelha com a cruz suástica, símbolo do regime nazi, que na 2.ª Guerra Mundial provocou a morte a milhões de judeus. Mais tarde, o príncipe pediu desculpas publicamente pelo ato que tinha cometido.
Para colocar ainda mais água na fervura da extensa lista de polémicas protagonizadas por Harry, em 2012 o site norte-americano “TMZ” publicou uma série de fotografias em que Harry surgia nu, depois de uma festa durante as férias do príncipe em Las Vegas.
Apaixonado pela vida militar, Henry Windsor entrou para a Real Academia Militar de Sandhurst, no Reino Unido, em 2005. Começou como cadete, mas um ano mais tarde, depois de terminar o treino militar foi integrado como segundo-tenente nos Blues and Royals, um regimento da Household Calvalry do Exército Britânico. Foram mais dois anos de treino até ser promovido tenente.
Esteve por duas vezes no Afeganistão, ao serviço do exército britânico. Primeiro, em 2007, como controlador aéreo, na província de Helmand, durante uma missão secreta de dois meses. Durante esse tempo, e segundo a nova biografia do príncipe, da autoria de Katie Nicholl, Harry esteve muito perto de morrer, quando o carro onde seguia ter passado a apenas 15 centímetros de uma bomba.
Mais tarde, entre setembro de 2012 e janeiro de 2013, regressou àquele país asiático, onde fez parte do Esquadrão 662 da Força Aérea, durante 20 semanas. Pouco tempo depois de chegar ao Afeganistão, recebeu várias ameaças de morte por parte do porta-voz dos talibãs, Zabiullah Mujahid, que garantiu à Agência Reuters que iria fazer de tudo para eliminar o príncipe britânico.
Entre os vários títulos militares que recebeu no período compreendido entre 2006 e 2011, Harry foi distinguido também com a Medalha do Jubileu de Ouro da Rainha Isabel II, em 2002, a Medalha de Serviço Operacional – Afeganistão, em 2008, a Medalha Jubileu de Diamante da Rainha Isabel II, em 2012, e o título de Cavaleiro Comandante da Real Ordem Vitoriana, em 2015.
Também na vida amorosa Harry nunca deixou de estar ativo. Antes de se deixar encantar por Meghan Markle, a advogada zimbabuense Chelsy Davy foi a sua primeira namorada conhecida, entre 2004 e 2009. Em 2012, foi a vez de Cressida Bonas, uma relação que durou cerca de dois anos.
Veja aqui as imagens do casamento:
TEXTO: Duarte Lago