Meghan Markle discursou, este domingo, sobre os direitos das mulheres naquela que foi uma das intervenções mais poderosas desde que se casou com o príncipe Harry de Inglaterra e que lhe foi atribuído pela rainha o título de duquesa de Sussex.
Harry e Meghan Markle iniciaram este domingo a última etapa da viagem de 16 dias que os levou até vários países da Oceânia e que decorre até 31 de outubro. Na Nova Zelândia, que este ano comemora o 125.º aniversário do sufrágio feminino, foi dada a palavra à duquesa, que, com um poderoso discurso, abordou o tema do feminismo e dos direitos das mulheres.
“Estamos orgulhosos de poder acompanhá-los na celebração do 125.º aniversário do sufrágio feminino no vosso país”, começou por dizer Meghan Markle, em jeito de agradecimento ao convite endereçado pela primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, para estar presente no Palácio do Governo, em Wellington.
O discurso, realizado em frente a um retrato da rainha Isabel II, por este ser um país com fortes ligações ao Reino Unido devido à sua integração na Commonwealth, prosseguiu com a duquesa de Sussex a enaltecer o facto que este ano lá se comemora.
“As conquistas das mulheres da Nova Zelândia que fizeram campanha pelo seu direito ao voto – e foram as primeiras do mundo a alcançá-lo – são universalmente admiradas”, frisou ainda a mulher do príncipe Harry, explicando ao mesmo tempo que se sentiu “ansiosa” antes de participar nesta “ocasião muito especial” e que a fez refletir “sobre a importância desta conquista” e o “impacto” que esta simboliza.
“O sufrágio das mulheres é sobre o feminismo, mas o feminismo é sobre justiça”, referiu. “O sufrágio não é simplesmente o direito de votar, mas também o que isso representa: o direito humano básico e fundamental de poder participar nas escolhas para o seu futuro e para o futuro da sua comunidade”, continuou a duquesa, que voltou a reforçar a ideia.
“O sufrágio das mulheres não é simplesmente o direito de votar das mulheres, mas também o que isso representa: o direito humano básico e fundamental de todas as pessoas, incluindo os membros da sociedade que foram marginalizados por motivos de raça, género, etnia ou orientação de participar nas escolhas para o seu futuro e para o futura da sua comunidade”.
Para finalizar o discurso, Meghan deu graças àquele país pela sua postura ativa na defesa deste direito e citou Kate Sheppard, a figura neozelandesa mais proeminente no movimento sufragista feminino: “Bravo, Nova Zelândia, por defenderes isto há 125 anos! (…) Tudo o que separa, seja de raça, classe ou sexo, é desumano e deve ser superado”.
"Bravo New Zealand for championing the right of women to vote 125 years ago." — The Duchess of Sussex, as she and The Duke joined PM @JacindaArdern and @GovGeneralNZ Dame Patsy Reddy to celebrate the 125th anniversary of women's suffrage in New Zealand. #RoyalVisitNZ pic.twitter.com/zpFhyPiE8r
— Kensington Palace (@KensingtonRoyal) October 28, 2018
Aos 37 anos e grávida pela primeira vez, Meghan Markle tem dedicado parte da sua vida a defender causas humanitárias. Em 2016, tornou-se embaixadora global da World Vision Canada, uma instituição de caridade cuja missão é a de melhorar a vida de crianças de todo o mundo, e trabalha também com a Entidade para Igualdade de Género e Emancipação das Mulheres das Nações Unidas.
Quando tinha apenas 11 anos, Meghan Markle já tinha uma visão atenta do mundo que a rodeava. Nessa altura, chegou mesmo a escrever para a Procter and Gamble, empresa norte-americana de produção de alimentos e produtos de higiene ou limpeza, porque acreditava que um dos seus anúncios era sexista. E resultou. O slogan foi alterado e tornado mais igualitário em termos de igualdade de género.
TEXTO: Duarte Lago (com DS)









