Keira Knightley escreveu um ensaio a criticar a forma como Kate Middleton se apresentou ao mundo horas depois de ter sido mãe de Charlotte, em 2015. “É a cara que o mundo quer ver”, desaprovou.
Um dia antes de Kate Middleton ter sido mãe de Charlotte, em maio de 2015, Keira Knightley dava à luz à sua primeira filha, Edie. Mas ao contrário de milhões de pessoas, a atriz não se deixou deslumbrar pela forma como a duquesa de Cambridge apareceu em frente das câmaras, apenas algumas horas depois de ter sido mãe.
Aliás, num ensaio que escreveu para o novo livro “Feminists Don’t Wear Pink (And Other Lies)”, de Scarlett Curtis, Knightley censurou Middleton por transmitir expectativas irrealistas a outras mulheres. “Ela estava fora do hospital sete horas depois [do parto] com a cara bonita e sapatos de salto alto. A cara que o mundo quer ver”, começou por criticar.
E depois, de forma irónica, dirigiu-se diretamente à mulher do príncipe William. “Esconde. Esconde a nossa dor, os nossos corpos a abrirem-se, os nossos peitos a pingar, as nossas hormonas enfurecidas. Sê bonita, sê elegante, não mostres o teu campo de batalha, Kate. Sete horas depois de lutares com a vida e a morte, sete horas depois de o teu corpo se ter aberto e de uma vida sangrenta e gritante ter saído de dentro de ti. Não mostres. Não contes. Fica aí parada com a tua menina e deixa-te fotografar por um grupo de homens.”
No mesmo texto, a atriz de 33 anos aproveitou para relatar a sua própria experiência do parto, dirigindo-se, desta vez, à própria filha. “A minha vagina abriu-se. Saíste com os olhos abertos. Braços no ar. A gritar. Puseram-te em cima de mim, coberta de sangue, muco, com a cabeça deformada devido ao nascimento. Agarraste-te ao meu peito de imediato, com fome. Lembro-me da dor. A boca agarrou-se com força ao meu mamilo. Lembro-me do vómito, do sangue, dos pontos. Lembro-me do meu campo de batalha.”
Keira Knightley foi mãe de Elie com o músico James Righton, com quem está casada há cinco anos. Já Kate Middleton, além de Charlotte é também mãe de George, de cinco anos, e de Louis, de cinco meses.
TEXTO: Carolina Morais



















