Kei Moriya e Ayako já são marido e mulher. O casal trocou alianças esta segunda-feira, numa cerimónia que contou com a presença de 30 familiares dos noivos.
No final da celebração, a filha do falecido príncipe Takamado do Japão não escondeu a felicidade que sente neste momento, mesmo que o casamento tenha determinado a sua renúncia ao título da família imperial japonesa.
“Estou tão feliz que tantas pessoas tenham celebrado [o nosso casamento]. Queremos esforçar-nos para nos tornarmos num casal como a minha mãe e o meu pai”, afirmou Ayako, de 28 anos, sobrinha de Akihito, o atual imperador do Japão.
Já o plebeu, empresário de uma das maiores companhias de transporte do mundo, a NYK Line, manifestou aos jornalistas a vontade que tem de “construir uma família cheia de sorrisos” ao lado de Ayako.
Com a relação oficializada, a jovem deixa de ter desde esta segunda-feira o título de princesa, uma vez que a Casa Imperial do Japão não permite, desde 1947, que mulheres se casem com homens que não pertençam a esta família.
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A Casa Imperial japonesa está a passar por um momento histórico. Akihito, de 83 anos, prepara-se para abdicar do trono a 30 de abril de 2019, naquela que será a primeira renúncia imperial no país em mais de dois séculos. A vontade de se retirar, após um reinado de quase três décadas, estará relacionada com a idade avançada e problemas de saúde.
O filho mais velho do imperador, o príncipe Naruhito, de 57 anos, deverá subir ao trono do Crisântemo no dia seguinte.
Este anúncio levantou algumas questões no Japão, uma vez que nenhuma lei previa a abdicação do imperador, uma função considerada vitalícia. Por outro lado, relançou o debate sobre o princípio da sucessão exclusivamente masculina ao trono.
O parlamento japonês aprovou entretanto, em junho de 2017, uma lei que autoriza Akihito a abdicar do trono devido à idade, no prazo de três anos após a promulgação do texto.
TEXTO: Dúlio Silva (com Lusa)